A definição do autismo depende da abordagem e da finalidade.
O texto a seguir é a definição diagnóstica.
Além da definição diagnóstica, o autismo também pode ser descrito a partir de perspectivas dimensionais e funcionais. Para outras definições, clique em uma das opções abaixo:
– Definição dimensional
– Definição funcional
A definição diagnóstica, também chamada de definição médica, nosológica ou clínica, é a abordagem adotada pela medicina e pela ciência para caracterizar o autismo.
Dois manuais são universalmente utilizados no diagnóstico médico do autismo:
DSM-5-TR
É o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Academia Americana de Psiquiatria (APA). É o mais utilizado mundialmente em pesquisas clínicas.
CID-11
É a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio do Código Internacional de Doenças (CID), atualmente, em sua décima primeira edição (CID-11). É amplamente utilizada em políticas públicas e sistemas de saúde.
Ambas classificam o Transtorno do Espectro Autista (TEA) de maneira semelhante:
– Pessoas com TEA apresentam dificuldades clinicamente significativas, conhecidas como sintomas nucleares do autismo:
– Na comunicação social.
– Em padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades.
– Essas dificuldades variam conforme o ambiente.
– O quadro tem início precoce e curso persistente.
– O TEA faz parte dos Transtornos do Neurodesenvolvimento.
Uma definição que abrange tanto o DSM quanto a CID seria:
O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por dificuldades na comunicação social e pela presença de comportamentos restritos e repetitivos, de início precoce e caráter persistente, cuja apresentação é variável e influenciada pelo ambiente.
Críticas ao diagnóstico médico:
A definição diagnóstica reflete a abordagem médica e científica do autismo. Historicamente, foi construída sem a participação de pessoas autistas, mas esse cenário mudou nas últimas décadas. Tanto a definição do DSM quanto a da CID-11 incluem, atualmente, profissionais e consultores autistas.
As críticas recaem não sobre o reconhecimento do autismo como uma condição neurobiológica diferente, mas sobre a forma como o autismo é comumente compreendido:
– Como uma disfunção a ser tratada e não uma diferença a ser compreendida.
– Como um conjunto de sintomas isolados e não um funcionamento global.
– Como algo anormal e não como parte da variabilidade humana dentro da neurodiversidade.
Referências
Tags: autismo, TEA, DSM-5-TR, CID-11, diagnóstico, neurodesenvolvimento, neurodiversidade, comunicação social, comportamentos repetitivos, critérios clínicos, OMS, APA, saúde mental infantil
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